:: Parque Infantil D. Pedro II ::Categoria: Paisagens e lugares Autor(a): Branca Rosa Pannuci | história publicada em 9/3/2010
Morava eu na Rua Maria Dometilia, na rua do “amendoinzeiro”. Passei praticamente toda a minha infância nesse Parque. Lembro-me ainda das várias visitas dos então governadores da época, Adhemar de Barros (um homem branco e com o sol ficava vermelhão) e sua dileta esposa que distribuía nos finais de ano sacolinhas com guloseimas e brinquedos. Que alegria, nada escolhíamos, diferente de, o Jânio Quadros, sempre sisudo, mas amoroso com as crianças, tínhamos medo deles, pois para nós eram as pessoas mais importantes do mundo...
Lembro-me do zelador do parque o Sr. Natal, bonzinho toda vida, da merendeira Dna. Ripalda e dos seus filhos que também ficavam lá. Lembro-me também da piscina redonda, das aulas de ginástica, das educadoras Dna. Beatriz, Dna. Aparecida, Dna. Maria de Lurdes, Dna. Laide e da diretora Dna. Lais. Lembro-me também da casinha da Lili, filha da diretora. Ninguém mexia nos brinquedos dela, a casinha era trancada, mas pelas janelas podíamos visualizar o que continha ali. A Dna. Vitalina tocava o piano e as crianças cantavam. Naquele lugar os estagiários vinham nos aplicar as vacinas da época, que chamávamos "injeção de óleo e injeção de vinagre" as danadas doíam muito. O mesmo com os estagiários de odontologia que com os nossos dentinhos de leite aprendiam a "abiturar" e a "arrancar" como dizíamos, eu mesmo tive um histórico que para a extração de um dente tive que ser amarrada a cadeira do dentista, gritei muito, xinguei, chorei mas arrancaram da mesma forma. Outra vez fui cobaia de hipnose para tratamento dentário. Os coleguinhas eram de toda a parte, os sírios Amina e Rene eram irmãos e moravam próximo ao Mercadão. A família grega, Demétrius, Antonio e o outro irmão que não recordo seu nome, moravam no Treme-Treme. O baiano Nilo Sérgio (meu primeiro namoradinho, tínhamos oito ou nove anos) e seus irmãos Monteval e Graciédna que era toda manchada, hoje se sabe, era vitiligo, mesmo assim minha amiguinha era linda. Os negros, minha inesquecível amiga Miraci era brava, mas era das minhas, boa para arrumar encrencas com as brancas, meu apelido. Branca negreira, por quê? Já adivinhou? O Pichote, menino muito atazanado batia em todo mundo. No parque existiam muitas árvores de jenipapo uma fruta que nunca mais vi. Para subir na enorme árvore contávamos com a ajuda dos moleques, mas nos machucávamos com os espinhos e sem falar no papa-capim, passarinho que puxava os nossos cabelos. Quando nossas mães iam nos buscar, contávamos as nossas travessuras. Nunca esqueci minha infância, era feliz e não sabia... Hoje naquele local esta situada a Pedro II do Metrô, é o avanço, mas lembro com saudades... E-mail do autor: kukinel@hotmail.com |
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:: COMENTÁRIOS :: Que bom ouvir alguem falar sobre parque infantil.Fui diretora do parque Infantil Varzea do Glicerio, hoje,Alberto de Oliveira. Quando o Parque D.PedroII deu lugar ao metro, as crianças e os funcionarios vieram para o meu parque.Saiba que este ano faz 75 anos da criação desta magnifica instituição.Há muito para comemorar, Marilia. [ Enviado em 8/5/2010 por Marilia A. O. Borghi - marilia.antonieta@terra.com.br ] BRANCA.. querida amiga... que memória FABULOSA, DEUS TE ABENÇÕE, como conseguiu lembrar de tantos, nomes, eu mal consegui me lembrar do SR. NATAL e da DNA. RIPALDA, mesmo porque éramos amigas dos filhos dela, VERINHA, CARLINHOS E RUBINHO, AMIGA PARABÉNS... vc. me fez reviver uma parte de minha vida, que jamais irá voltar, os jenipapos, deliciosos, aquele parque foi tudo de bom nas nossas vidas... grande beijo no teu coração.........saudades [ Enviado em 28/4/2010 por Ana Maria A. de Oliv.e Carvalho - aninha49@terra.com.br ] Branca,vou te dizer o nome do outro grego Fotz, ele mais gordinho que o Antonio. Você se recorda do Silvio Louco, que morava na rua das Carmelitas, Sr. Lagoa que nos dava o lanche da tarde?? Lembra-se que o vencedor da primeira e unica São Silvetre Mirim foi vencida pelo Serginho, que morava na rua Visconde de Parnaiba bem pertinho do " Nosso Parque" e que foi treinado pela dona Lourdes? A casinha de boneca ficava bem coladinha com a horta.Restou uma torre de iluminação de nosso campo. Reinaldo [ Enviado em 10/4/2010 por Reinaldo Fernando Olivares - reinaldo-fernando@hotmail.com ] A dileta esposa do Dr. Adhemar que distribuía nos finais de ano sacolinhas com guloseimas e brinquedos, citada por você no texto, era a dona Leonor Mendes de Barros, a mulher mais querida daquela época. No Itaim nos final dos anos 1940 ela foi distribuir brinquedos para a garotada do bairro. Foi no Campo do São Cristovão, na Rua do Porto, que ficava entre as ruas da Ponte e Pequena. Dona Leonor foi tambem que fez os sanatórinhos de Campos de Jordão para a cura dos tuberculosos. [ Enviado em 18/3/2010 por Mário Lopomo - mlopomo@uol.com.br ] Ler um texto como este, em um final de tarde quente e perfumado não tem preço. E mais, você me fez recordar do meu querido e saudoso irmãozinho, o Gugu, que era a coisa mais linda com aquele calçãozinho e o bonezinho e que hoje está anos luz longe deste planeta. Um beijo e escreva sempre.É um prazer ler seu texto. [ Enviado em 16/3/2010 por Trini Pantiga - trinesp@ig.com.br ] Não existe, no mundo, coisa mais gostosa do que recordações da infância. E essa alegria se estende a quem lê, num texto primoroso como o seu, Pannuci. Parabéns. Laruccia [ Enviado em 10/3/2010 por Modesto Laruccia - modesto.laruccia@hotmail.com ] Conhecí o Pq.infantil D.Pedro II, lá jogavamos futebol. Nesse periodo já estava decadente, mas ainda funcionava. Os seus colegas Nilo, Monteval e irmã, moravam na Rua das Carmelitas,bem proximo do Pq. Dom Pedro II, e, faziam parte da nossa turma. Sei que o Nilo casou muito jovem. Foi o primeiro a casar da nossa turma. Saudades dessa época, dos amigos, dos lugares. Obrigado por nos remeter aqueles tempos vividos com muita intensidade e alegria. Abraços. [ Enviado em 10/3/2010 por Robson - rotha-me@bol.com.br ] Bem vinda dona Branca, lindas recordações de uma bela infancia.Conhecia o parque, morava lá perto,porem não tive este previlegio.No entanto,quando rapaz frequentei com a turma da noite,pois lá tinha um campo de futebol iluminado,coisa rara naquela época.Conheci um rapaz que lá jogava, éra muito timido e chegou a seleção brasileira, seu nome Rodrigues do Palmeiras. Abraços. [ Enviado em 10/3/2010 por jose guirado - jotage1929@gmail.com ] Prezada sra.Branca Também frequentei este saudoso parquinho. Nosso uniforme, calção vermelho, camiseta branca, bonesinho vermelho. Ficamos apenas na saudade e recordação, é o preço alto do progresso!!! grande abraço. Realtes Lopes Heredias [ Enviado em 9/3/2010 por REALTES LOPES HEREDIAS - realtes@gmail.com ] Eu lembro muito bem desse tempo, ingênuo e feliz.Eu morava na Vila Queiroga e tinha como amigo(até hoje o Rubinho filho da dona Ripalda, mulher encantadora, sempre de bom humor...Saudade! Vc estudou no Romão Puiggari, pode ter sido minha colega de sala, pois lá estudava uma Branca Rosa.. Que delícia de texto e que memória. Parabéns. Um grande abraço. [ Enviado em 9/3/2010 por mary clair - clairperon@hotmail.com ] |